Nem quero esse amor…

Não quero um amor, não… Amor é safado, bandido, machuca a gente. Quero carinho, cuidado, atenção. Quero uma amizade mesmo; Algo inocente. Quero alguém pra olhar pra mim e suspirar dizendo meu nome, porque sentiu tudo derretendo dentro de si; porque sabe quem eu sou, e que não quer nada além de mim.

(Escrito antes… Postado depois.)

Quando a gente ama sempre procura um motivo pra inocentar o alvo desse sentimento, por mais errado que ela esteja… por mais errado que ela seja mesmo. Mesmo quando se recobra a razão por um momento e se faz o que deveria ser feito, há sempre o desejo de voltar atras, se humilhar, baixar a cabeça e dizer: “tá tudo bem. Eu entendo… eu aceito.”

O perdão não tem limites. Uma olhadinha pro lado é 

sempre bem vinda pra fingir que não percebeu isso ou aquilo. “Quer me iludir? Tá bom… eu deixo; e finjo que acredito mesmo.”

Mas e quando a gente erra também? Quando a gente tem a certeza que, mesmo tendo sido por causa do erro do outro, a gente também errou. Ou pior… Quando a gente sentia algo diferente, queria agir de forma diferente, mas, sem perceber… agiu do mesmo jeito. Tratou do mesmo modo… achou que amou - e amou mesmo -, mas falhou ao demonstrar. Na pratica, apenas usou… aos olhos dos outros, apenas saciou o desejo… Um desejo que continuou… mas vai acabar um dia.

Ahh… mas eu sei que não foi assim. Sei que posso ter agido dessa forma em alguns momentos, mas deu pra ver que era diferente, que havia algo mais… uma dedicação, um carinho todo especial.

É uma pena que fodeu tudo mesmo. Que se desgastou demais, que o parafuso remoeu e agora não entra nem sai, ficou preso onde tava, e pra arrancar agora e tentar usar um novo iria machucar tanto.

É uma pena mesmo…

Deixa chegar logo o fim…

Por que não acaba logo comigo? Fica nessa história de não me querer e não me deixar partir, me consumindo, me torturando com palavras e sentimentos que você não deve nem entender de verdade, porque nunca foi capaz de sentir. Você é má… Você é ruim pra mim. Um câncer que se espalha em mim e me consome como se fizesse parte do que eu sou, e, na verdade, um dia até fez, mas mudou pra algo nocivo que apenas quer me destruir.

Eu sei que não sou como você quer que eu me veja. Tenho defeitos sim, cometi erros também. Mas se cansou, se não me quer mais, arruma coragem e fala logo isso, ao invés de ficar tentando fazer parecer que eu sou o culpado por te perder, quando na verdade nunca te tive. Um bicho escorregadio, traiçoeiro, que na verdade estava nas minhas mãos apenas porque queria, precisando apenas se mexer pra escapar de mim.

Fez o que quis… Usou como quis… E agora tenta me fazer acreditar que eu sou você…

Pensei que você era meu sonho que tinha virado verdade… Mas é apenas mais um pesadelo que eu tenho que viver.

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